
Reconexão com a Mãe Terra
A Natureza é mestra, parente e guia. É ela que orienta a didática, o ritmo e o sentido da aprendizagem — nos ciclos, nas águas, na mata e no corpo.



UnaBahiaBrasil

Centro de Pesquisa de Saberes AncestraisLaboratório de Envolvimento Humano com a Biodiversidade
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Sobre
O Levanta Zabelê — Centro de Pesquisa de Saberes Ancestrais e Laboratório de Envolvimento Humano com a Biodiversidade — é uma iniciativa indígena e coletiva. Na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, em Una (Bahia), entre Mata Atlântica, restinga e manguezais, integramos ancestralidade, ciência e inovação social para regenerar o território, fortalecer a comunidade e formar novas gerações. Nossa iniciativa contempla os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Somos conduzidos por mulheres indígenas, guardiãs da memória e da continuidade: Yakuy Tupinambá, Mestra dos Saberes e idealizadora do projeto; a Cacique Jamopoty, primeira mulher cacique da Bahia; Potyratê Tupinambá, na coordenação; e lideranças como Nicinha e Bacural Tupinambá. Hoje erguemos a Aldeia Zabelê com bioconstrução — e cada pessoa que chega ajuda a levantá-la.



Manifesto
O que fazemos aqui não é para nós.
É para quem veio antes e para quem ainda virá.

Como ensina Yakuy, a vida é um grande útero — é nele que se guardam as histórias, as forças e os caminhos que sustentam o povo. Aqui, a Cultura é fundamento, a Terra é mestra e a Educação é consequência. A aprendizagem não acontece em salas fechadas, mas no corpo, no território, na escuta e na experiência: uma educação que não separa nem hierarquiza — integra, reconecta e cura. Assim nasce o Levanta Zabelê, do ventre da Terra e da memória das mulheres Tupinambá.
Princípios

A Natureza é mestra, parente e guia. É ela que orienta a didática, o ritmo e o sentido da aprendizagem — nos ciclos, nas águas, na mata e no corpo.

O conhecimento circula entre gerações, povos e áreas. Não há hierarquia entre saberes — há complementaridade entre a ciência e a sabedoria ancestral.

A autonomia epistemológica é central. Abandonamos práticas insustentáveis herdadas do modo de vida ocidental e não negociamos fundamento para caber em linguagem colonizadora.
Vivências

Não é turismo convencional: é imersão, escuta e troca. Vivências guiadas por mulheres indígenas, percursos pela Mata Atlântica, manguezais e rios, Células Ativas de artesanato, culinária e fitoterapia, com hospedagem e alimentação comunitárias. Para visitantes, escolas e universidades.
Avise-me das próximas datas
Encontros intergeracionais com anciãs e lideranças para a troca de histórias, memórias e filosofia originária. A escuta é o primeiro gesto educativo — escutar a Terra, os mais velhos, a comunidade e a si mesmo.
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Mutirões de bioconstrução com materiais da mata de restinga — pindoba, taquara, cipós e madeiras caídas —, unindo saberes tradicionais e design bioclimático para levantar, juntos, a Aldeia Zabelê.
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